Educar é obra essencial e a Santa Igreja sempre ensinou os princípios supremos para a verdadeira educação. Encontramos uma clara explicação sobre isso na Encíclica Divini Illius Magistri, de S.S. Pio XI, a qual embasará esta pequena reflexão sobre os princípios supremos da educação.

1º princípio: a verdadeira felicidade.

A discussão acerca da educação não é nova, mas é contínua e atual, uma vez que essa obra é uma das mais importantes na sociedade. Podemos notar o surgimento de inúmeros “mestres” de novas teorias pedagógicas, mas é indiscutível que diferentemente da verdadeira educação católica, a “nova educação” tem como objetivo a preparação das novas gerações para a suspirada felicidade terrena.

A busca pela felicidade não é algo novo, ela faz parte da natureza humana, pois os homens, criados por Deus à Sua Imagem e Semelhança, e destinados para Ele, buscam a perfeição mais alta, estímulo esse infundido pelo próprio Criador para que o homem O encontre, Ele que é o primeiro princípio e o fim último de todo o universo, a nossa verdadeira felicidade. 

Para que o homem encontre, no entanto, a verdadeira felicidade: “É, portanto, da máxima importância não errar na educação, como não errar na direção para o fim último com o qual está conexa íntima e necessariamente toda a obra da educação”.

2º princípio: não pode dar-se educação adequada e perfeita senão a cristã.

Compreendendo que a educação é essencialmente a formação do ser humano, isto é, como ele deve ser e como deve se conduzir nesta vida terrena para que possa alcançar o fim sublime para o qual foi criado, não se pode dar verdadeira educação sem que esta seja ordenada para o fim último. E na ordem atual da Providência, isto é, depois que Deus Se revelou no Seu Filho Unigênito que é o único «caminho, verdade e vida», não pode dar-se educação adequada e perfeita senão a cristã.

A educação cristã apresenta, portanto, uma importância suprema tanto para as famílias quanto para toda a sociedade humana, uma vez que coopera com Deus para o aperfeiçoamento dos indivíduos e da sociedade, imprimindo nos espíritos a primeira e mais poderosa direção na vida, tendo em vista assegurar Deus às almas dos educandos, e a máxima felicidade possível neste mundo à sociedade humana.

Não é difícil perceber o quanto a obra educativa realizada na maioria das vezes na sociedade atual se afasta da verdadeira educação. Por isso, torna-se importantíssimo que os pais de famílias e as pessoas realmente preocupadas com a verdadeira felicidade das pessoas e das nações, conheçam a verdadeira educação, a educação perfeita, isto é, a educação católica.

3º princípio: é dever dos pais dar aos filhos a verdadeira educação cristã.

No tratado sobre “A Educação Cristã dos Filhos”, o Cardeal Silvio Antoniano explica que é dever dos pais dar aos filhos a verdadeira educação cristã, uma vez que a missão de educar completa a missão de gerar, e somente a verdadeira educação levará os filhos à verdadeira perfeição. O Cardeal mostra a importância diferenciada da educação cristã quando comenta que, o cuidado com o corpo, até mesmo os animais têm com suas crias; o cuidado com a educação moral é percebido até entre os pagãos; mas somente a educação cristã forma os filhos segundo a Lei de Cristo, pois assim serão na terra instrumentos de Deus para benefício de toda sociedade humana e herdeiros do Reino.

A tarefa da educação verdadeira não é fácil, principalmente no contexto histórico em que vivemos, mas sabemos que Deus mandou Seu próprio Filho para libertar o homem das mãos do Demônio. Qual não será a pena dos pais que não se esforçam pelo sacrifício feito por Cristo, e entregam seus filhos nas mãos do inimigo?! Por outro lado, quão agradável a Deus são aqueles que empreendem todos os esforços para que seus filhos sejam formados de modo a não ofendê-Lo!

Muitos pais pensam ser seu dever simplesmente a educação das letras, ou a boa alimentação, ou a boa aparência, ou a alta cultura, e estão satisfeitos ao dar esses “bens” aos filhos, pensando ser ótimos mestres. Na verdade, não fazem caso da verdadeira e sólida bondade cristã, pensando ser esta pouco necessária e não a principal preocupação. Isso torna os filhos imaturos na fé e, distantes de Deus, não atingirão a verdadeira perfeição e santidade. A verdadeira preocupação que devem ter aqueles que formam e educam é, em primeiro lugar, as almas dos educandos, embora tudo aquilo que ilumina a razão, como a educação das letras e a alimentação, também auxiliem-na ordenação da inteligência para o seu devido fim. Muitos cuidando apenas dos bens materiais, deixam sem cuidado os campos mais preciosos e mais frutíferos, que são as almas dos filhos, as quais sem cuidado se tornam um bosque de espinhos e de abomináveis vícios e pecados.

4º princípio: a educação cristã é um verdadeiro bem.

Para quem educa, para o educando e para toda a sociedade, uma vez que aquele que tem temor a Deus respeita também os homens, as leis, a fé dada por Deus, a Igreja e os governantes.

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