Meu nome é Naira Torezzi. Tenho trinta anos, sou casada há sete, mãe de seis filhos e católica, pela graça de Deus! Desde o nascimento de minha primeira filha, há seis anos, tive o privilégio de parar de trabalhar para ficar em casa e me dedicar totalmente à sua educação e aos cuidados do lar. Digo isso, pois muitas mães sofrem com a realidade de precisar trabalhar fora, sendo-lhes roubada a grandiosa graça que é participar ativamente do crescimento e formação de um filho. Agora, passados esses anos, estou grávida de minha sexta filha, e os outros cinco seguem as idades de seis anos, gêmeas de cinco anos, outra menina de três anos e um menino de um ano. Diante desta realidade de um filho próximo ao outro, o que é uma grande bênção de Deus para nossa família, comecei o ensino em casa quando minha filha mais velha atingiu a idade escolar, através das apostilas do Instituto Cidade de Deus.

Inicialmente foi mais fácil, pois apenas a mais velha tinha a exigência do estudo sistematizado, conseguindo dedicar atenção especial a ela, enquanto preparava atividades diversificadas para as outras crianças, como desenhos para colorir, cortar, pintar, de forma que ficassem entretidas. Sempre mantive todos os filhos na mesma rotina de horário de acordar, tomar café, oração em família e os estudos, de forma que conseguia me organizar melhor com todas as necessidades da casa e dos filhos, de tal maneira que foram se acostumando com as atividades programadas, facilitando a aplicação do material. Ter as apostilas com os conteúdos programados é realmente uma grandiosa ajuda para uma família numerosa, pois a aplicação é muito fácil e didática, economizando meu tempo de preparação para as aulas.

Com o passar do tempo as gêmeas também chegaram à idade dos estudos e segui o mesmo esquema que havia adotado com a mais velha. A facilidade foi que já estavam adaptadas à rotina do homeschooling e tinham muito interesse nas atividades da irmã, queriam estudar como ela. A dificuldade que encontrei, inicialmente, foi dividir a atenção entre todas, sendo que dependiam totalmente de mim para lhes ensinar o que era necessário. Comecei aproveitando as atividades das diferentes apostilas que poderiam ser aplicadas em comum, como a leitura de histórias, memorização, e algumas atividades artísticas. Em seguida, dava as orientações específicas para cada uma, ensinando-as a esperar minhas diretrizes para as atividades, a manterem o silêncio para não atrapalhar as outras e saberem a hora de cada coisa. 

E os outros filhos pequenos que ainda não tinham idade para estudar? Foram aprendendo que na hora dos estudos minhas atenções estão voltadas para isso e devem aproveitar para brincar próximo a mim com jogos e outros brinquedos que não façam barulho ou atrapalhem os que estão estudando. 

Alfabetizei minha filha mais velha com as apostilas do ICD e foi uma rica experiência! Hoje ela lê pequenos textos e está progredindo muito na escrita e no interesse pela leitura e conhecimento das coisas de Deus. As menores seguem no mesmo ritmo, aprendendo as letras, os números e assim por diante. Percebo que com o crescimento das crianças, apesar de ser exigido um maior conhecimento dos conteúdos, cada vez mais fica mais fácil a aplicação do material e manter a disciplina dos estudos. A rotina sistemática e persistente, com as dificuldades e lutas de cada dia, em tudo é formativo para as crianças: desde arrumar a cama a ter um caderno caprichado.

Enfim, com a graça de Deus, as orações em família, tudo vai entrando no lugar, cada filho vai se adaptando à rotina organizada pela mãe que se dedica; vai aprendendo a esperar, a ceder a atenção ao irmão que precisa naquele momento. Nós, mães, somos responsáveis por promover esta disciplina; necessitamos ser programadas, na medida do possível, com os afazeres domésticos, aproveitando os momentos livres para organizar o que é necessário, ensinando os pequenos a ajudarem com a organização de suas coisas.

O sacrifício diário de uma mãe, com a graça de Deus, é o que a santifica. Carregar a cruz a cada dia com alegria, na oração e na perseverança, para colher os frutos na eternidade. Vale muito a pena!

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